NHAMBUZIM e Banda de Pífanos de Caruaru no Lançamento da digitalização das Cadernetas de Campo da Missão de Pesquisas Folclóricas
Banda de Pífanos de Caruaru – Formado em 1924, por Manoel e Benedito Clarindo Biano, a Banda de Pífano de Caruaru é um dos grupos instrumentais mais tradicionais do Brasil.
NHAMBUZIM – O Grupo Nhambuzim se propõe à missão de preservar a herança cultural do povo brasileiro e, ao mesmo tempo, inseri-lo num contexto contemporâneo.
Entrada franca – retirada de ingressos: na bilheteria (terça a domingo, das 10h às 22h), somente na semana da apresentação
Sala Adoniran Barbosa (631 lugares)

NNHAMBUZIM - Lançamento da digitalização das Cadernetas de Campo da Missão de Pesquisas Folclóricas de Mário de Andrade - 6-5-2011 - 19h
Parte integrante do Acervo Histórico da Discoteca Oneyda Alvarega, a Missão de Pesquisas Folclóricas foi idealizada e organizada por Mário de Andrade no período em que o escritor esteve à frente do Departamento de Cultura de São Paulo. A Missão tinha como objetivo investigar aspectos formadores da identidade nacional. Em 1938, uma equipe chefiada pelo engenheiro e arquiteto Luís Saia percorreu o Norte e o Nordeste do Brasil para registrar suas manifestações culturais e folclóricas, em especial de dança e música. Na bagagem, trouxeram instrumentos musicais, objetos de culto, peças utilitárias, fotos, reproduções de desenhos, gravações musicais e filmes.
A equipe de pesquisadores não só registrou em discos o folclore musical dessas regiões como colheu informações complementares às gravações, que possibilitaram uma visão ampla do contexto sócio-econômico cultural das regiões visitadas.
A Missão visitou cinco cidades em Pernambuco, dezoito na Paraíba, duas no Piauí, uma no Ceará, uma no Maranhão e uma no Pará. Assistiram a representações de Bumba-meu-boi, Nau Catarineta, Cabocolinhos, Maracatu, Tambor-de-Criola, Tambor-de-Mina, Praiá, Aboios, Cocos, Catimbó, Sessões de Desafio, Xangôs , Cantigas de Roda, de Ninar, Cantos de Trabalho, Cantos Religiosos, Cateretê, Barca, e muitos outros.
Além dos discos registrados, contendo perto de 1.500 melodias, a Missão trouxe na sua bagagem 1.126 fotografias, 17.936 documentos textuais (cadernetas de anotações, cadernos de desenhos, notas de pesquisas, notações musicais, letras de músicas, versos da poética popular e dados sobre arquitetura), 19 filmes de 16 e 35 mm, mais de mil peças catalogadas entre objetos etnográficos, instrumentos de corda, sopro e percussão.
Coube à pesquisadora Oneyda Alvarenga organizar todo o material, incluindo a catalogação de todos os objetos, fonogramas, filmes e fotografias e a elaboração de um fichário com possibilidade de recuperação das informações espalhadas nos diferentes suportes. Oneyda também transcreveu manuscritos extraídos das próprias cadernetas de campo ou de folhas avulsas e outros documentos e reuniu a documentação que garantiu a operacionalização da viagem como cartas de apresentação, instruções, listagem de equipamento, notas de serviços e a documentação sobre seu andamento, correspondências e notícias de jornal.
O conjunto coletado vem demonstrando, mais de setenta anos depois, a importância dos documentos preservados, tendo sido objeto de dissertações, teses, livros, discos e obtido o reconhecimento internacional pela sua importância. O tombamento dos registros da Missão de Pesquisas Folclóricas foi aprovado como patrimônio imaterial pela comissão de Avaliação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN. Além disso, em 2009 o acervo documental da Missão foi nominado pelo Comitê Nacional do Brasil do Programa Memória do Mundo da Unesco no Registro Nacional do Brasil.