Revista Música Brasileira

 

 

 

 

Especial

Nhambuzim canta Guimarães Rosa

Em 2008 foi comemorado o centenário de nascimento de João Guimarães Rosa, o genial criador dos contos de Sagarana, das novelas de Corpo de Baile e do magistral romance Grande Sertão: Veredas.
A invenção de uma linguagem que mistura arcaísmo e modernidade, norma culta e sintaxe sertaneja, impressionou muita gente. Sua influência ultrapassou fronteiras, e pode ser sentida hoje na prosa do moçambicano Mia Couto ou do poeta goiano Manoel de Barros, entre outros.
A literatura de Rosa marcou também artistas plásticos, cineastas, dramaturgos, coreógrafos e músicos. Compositores como Caetano Veloso, Milton Nascimento e Paulo César Pinheiro enfrentaram o desafio de recriar musicalmente a linguagem roseana.
Eles estão presentes num dos CDs mais interessantes lançados no ano passado: Rosário – Canções inspiradas no sertão de Guimarães Rosa (Paulus, 2008), do grupo Nhambuzim. Formado em 2002 por músicos radicados em São Paulo, o grupo encontrou na obra do escritor mineiro inspiração para criar uma suíte de canções que dialoga com seus personagens.
Treze das dezessete composições do disco são originais, com títulos roseanos como Um Miguilim, Cantiga do Desverdear ou Nonada de Mim. Completam o CD um Aboio e uma Encomendação das Almas, recolhidas no norte de Minas Gerais. De forma reverente, regravam as músicas consagradas de Caetano/ Milton (A Terceira Margem do Rio) e João de Aquino/ Paulo César Pinheiro (Sagarana), esta última registrada de forma luminosa por Clara Nunes no disco As Forças da Natureza (1977).
As vozes de Edson Penha, Sarah Abreu e Joel Teixeira (que também toca violão e viola), em solo, duo ou trio, são acompanhados pelo piano de Xavier Bartaburu, o baixo de Itamar Pereira e a percussão de André Oliveira e Rafael Mota. O CD conta com participações especiais de Renato Braz (vocal), Gabriel Levy (acordeon) e Paulo Freire (viola caipira).
O grupo Nhambuzim apresenta no palco uma concepção cênica coerente com o universo representado. As canções, inspiradas em situações e personagens literários, têm um toque de dramaticidade e poesia, ora doce ora áspera. Os arranjos vocais de Bartaburu mostram a influência das toadas mineiras, harmonizadas com delicadeza e competência.
Rosário – show e CD – é uma experiência capaz de emocionar iniciados na obra de Guimarães Rosa e motivar iniciantes a mergulhar nas veredas do grande sertão.

OCA

 

 

 

 

 

 

 

 

NHAMBUZIM na OCA

- Parque do Ibirapuera -

28 de julho, ás 17h

Av. Pedro Álvares Cabral, portão 3

Ingressos: R$ 11,00 e R$ 5,50 (meia)

Inclui entrada para a exposição Mulheres do Planeta de Titouan Lamazou

Integrando as comemorações do ano da França no Brasil, o artista Francês Titouan Lamazou apresenta um amplo painel da mulher contemporânea por meio da fotografia, pintura, vídeo, texto e desenho realizados pelo artista durante sete anos de viagens pelos cinco continentes do mundo. 

XIV Festival de Itu

XVI FESTIVAL DE ARTES DE ITU  

 

APRESENTAÇÃO

Espetáculo Rosário

04 de julho, 19h30 –  Centro de Itu – Praça da Independência (Largo do Carmo)

 

 

OFICINA NHAMBUZIM

Prática de Canto e Ritmos Populares Brasileiros com os músicos do Nhambuzim

 6 e 7 de julho, das 9h às 12h e das 14h às 17h – Espaço Cultural Almeida Júnior – Rua Paula Souza, 664 – Centro – Itu


A oficina visa levar ao público informações sobre o universo da música popular brasileira através de canções tanto de domínio público quanto as compostas pelo grupo. Noções de técnica vocal direcionada ao canto popular e de percussão corporal. Apresentação de instrumentos musicais e de manifestações populares do norte de Minas Gerais. Música em movimento e sintonia corpo-voz.

PRÓXIMAS APRESENTAÇÕES!

20 de Junho de 2009: Pocket Show na Livraria Cultura do Market Place Shopping Center – Av. Dr. Chucri Zaidan, 902 – São Paulo/SP, às 18h, entrada gratuita.

04 de Julho de 2009: XVI festival de Artes de Itu – Praça da Independência, Itu – São Paulo, às 19h.

MUSIBRASIL

MUSIBRASILRecensioni di CD: Nhambuzim – “Rosario” – Paulus – 2008

 

Di Mauro Montalbani

 

Il gruppo vocale paulista Nhambuzim, paradossalmente, vista la provenienza metropolitana, ha dedicato la propria carriera alla riscoperta delle sonorità più folkloristiche del Brasile, seguendo una linea che scende direttamente dai dischi dell’etichetta Marcus Pereira, soprattutto della serie “Musica popular”. In particolare, il disco Rosario è totalmente dedicato a celebrare la poetica di João Guimaraes Rosa, e soprattutto del suo “Grande Sertão”. Nato come spettacolo per comemmorare il centenario della nascita dello scrittore, Rosario ha fortunatamente trovato il proprio approdo su cd, per permettere a chi non ha potuto vedere lo spettacolo di apprezzare i raffinati impasti vocali del gruppo. I brani, si diceva, sono tutti ispirati a opere di Guimaraes Rosa, salvo l’iniziale “Aboio”, tradizionale mineiro, e così, a partire da “Pé no chão”, che riflette le suggestioni evocate da “Manuelzão e Miguilim”, il disco intraprende uno struggente viaggio nell’opera poetica del grande scrittore mineiro. In particolari, brani estremamente evocativi come “Um Miguilim”, esprimono l’alto livello dell’ispirazione del gruppo: non a caso, peraltro, alcuni tra i brani più riusciti del disco traggono la propria ispirazione da “Grande sertão: veredas”, uno dei capolavori incontestati della letteratura, un’opera che per complessità e ambizioni rivaleggia con l’”Ulisse” di Joyce, e non esce certo sconfitta dal confronto. Così, la tetralogia centrale, composta da “Nonada de mim”, “Noticia do norte”, “Acerto de contas” e “Cantiga do desverdear”, tutte scritte traendo ispirazione da “Grande sertão”, fornisce il nucleo pulsante del disco, in cui gli intensi e lirici vocalismi del gruppo, sostenuti da un sobrio apparato strumentale, sembrano particolarmente adatti ad evocare le atmosfere del libro. Il disco non è sicuramente un’opera che si pone come obiettivo primario quello di poter incontrare i gusti di tutti, ma forse è proprio il rifiuto di compromessi espressivi a rendere particolarmente affascinante il risultato, da esaltare magari rileggendo le pagine di “Grande Sertäo” o di “Miguilim”.

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diario-do-nordeste-22-04-2009

Coluna Mingau Pop

Por Henrique Nunes

No centenário de Guimarães Rosa, o grupo paulistano Nhambuzim enleva com seus arranjos vocais e instrumentais, na companhia de convidados como o violeiro Paulo Freire e o cantor Renato Braz. A homenagem toma composições próprias, em formato acústico contemporâneo, tomando como base a oralidade e os ritmos tradicionais mineiros, em torno de textos clássicos de Guimarães, além de outras reverências conhecidas: ´A terceira margem do Rio´ (Milton Nascimento e Caetano Veloso) e ´Sagarana´ (João de Aquino e Paulo César Pinheiro).

Músicas: Aboio e Pé no Chão.

Músicas: Aboio e Pé no Chão.

Fotos: Valdemir Cunha

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Palavra e partitura

Por João Correia Filho, para o Valor, de São Paulo 19/12/2008

 

Vai viajar? Vai levar um livro e um CD na bagagem? Pois tem um grupo que uniu as duas coisas, literatura e música, palavra e partitura, num só trabalho. Ao se debruçar sobre a obra do escritor João Guimarães Rosa, sete músicos resolveram formar uma banda e compor, cantar e poetizar o que esse grande mestre deixou no papel. O sertão, seus personagens, a natureza, a infância e outros temas abordados por Rosa são a base de letras e melodias do grupo Nhambuzim, formado em 2002, que gravou seu primeiro CD, “Rosário” neste ano, quando se comemora o centenário do escritor.

Foi num apartamento da capital paulista, entre edifícios e ruas movimentadas, que parte dos integrantes se reuniu e viu que tinha algo em comum – a paixão pelo universo rosiano. Wagner Dias, violonista, que não está mais no grupo, havia composto “Estória de Navegar”, inspirado no conto “A Partida do Audaz Navegante”, do livro “Primeiras Estórias”. O compositor Edson Penha lia pela segunda vez “Grande Sertão: Veredas” e percebeu que algumas passagens tinham mexido tanto com ele que facilmente virariam músicas. “A travessia do Liso do Sussuarão, a morte de Joca Ramiro e a morte de Diadorim ficaram na minha cabeça e me deram um estalo – por que não montamos um projeto musical com base nas obras do Guimarães?”, conta.

O projeto inicial chamou-se Paisagem Cantada, pois tinha como base as paisagens descritas pelo escritor. “A paisagem é um dos elementos que Guimarães Rosa utiliza para nos fazer entender o ser humano. Essa também é uma de nossas bases para explorar esse ’sertão que está dentro da gente’”, completa o músico, parafraseando o personagem Riobaldo Tatarana, de “Grande Sertão:Veredas”.

Mais músicos foram incorporados e o grupo tornou-se algo maior que o projeto inicial. Virou o Nhambuzim, hoje com sete integrantes: Sarah Abreu, Edson Penha e Joel Teixeira nas vozes, André Oliveira e Rafael Mota na percussão, Itamar Pereira no baixo e Xavier Bartaburu no piano.

Eles contam que sempre foi uma de suas preocupações não virar um grupo regional, baseado apenas na viola e na  percussão, mas sim manter o pé nas duas margens – a cultura popular e a música contemporânea. Penha explica que essa equação musical foi resolvida naturalmente com a entrada do baixo de Itamar Pereira e do piano de Bartaburu, que deram um tom mais contemporâneo às canções.

Uma prova dessa mistura bem-feita é a música de abertura, “Aboio”, que resgata um aboio tradicional do norte de Minas, mas o traduz com várias vozes e o vocal predominantemente feminino de Sarah Abreu. Muito relacionados ao universo masculino, os aboios são músicas e sons que os boiadeiros entoam para tocar o gado.

O trecho interpretado pelo Nhambuzim foi recolhido de um videodocumentário sobre a vida de Manuel Nardy, vaqueiro que inspirou o personagem Manuelzão, do livro “Manuelzão e Miguilim”. Tal vídeo, intitulado “O Torto Encanto de Manuelzão”, foi produzido por mim em 1993, como projeto de conclusão do curso de jornalismo. Reconta a vida do vaqueiro que ficou famoso por ter sido guia e capataz de uma viagem que Rosa fez pelo sertão em 1952.

O escritor acompanhava uma comitiva de 300 cabeças de gado, levada por oito vaqueiros da cidade de Três Marias a Araçaí (a 120 quilômetros de Belo Horizonte). Manuelzão era um deles. As anotações e impressões recolhidas por Rosa foram usadas mais tarde em suas obras. Em 1956, lançaria “Corpo de Baile” (que inclui “Manuelzão e Miguilim”) e “Grande Sertão: Veredas”.

Em “Pé no Chão”, a segunda faixa de “Rosário”, o grupo faz uma homenagem direta ao velho vaqueiro, morto em 1997, aos 92 anos, em Andrequicé, pequeno distrito a 300 quilômetros da capital mineira.

Em “Um Miguilim” recuperam outro importante personagem do escritor, tido como uma releitura de sua infância, vivida até os 8 anos na pequena cidade de Cordisburgo, interior de Minas. O grupo também faz forte referência ao lugar imaginário onde vivia Miguilim, o Mutum, nome de um pássaro do cerrado brasileiro. Aliás, o nome dessa ave faz lembrar que o nome do grupo, Nhambuzim, também deriva de um pássaro, o nhambu, que habita a mesma região. Nessa faixa o grupo ainda brinca com neologismos, recurso que o escritor usou de forma genial em suas narrativas: “Miguilim: brejal pra se campear/ Buriti: afã de nuvear/ Broto de pequi/ Terra de amanhar”, diz a letra de Edson Penha. A faixa, uma das mais belas do CD, conta com a participação do músico Renato Braz, na voz e percussão.

Outro ponto destacado em “Rosário” é a presença da água no universo rosiano. É comum relacionar o cenário do escritor com a secura da caatinga nordestina, enquanto se trata na verdade do cerrado ecossistema riquíssimo que cobre parte de Minas, Goiás e Bahia. Até mesmo a palavra vereda é atrelada apenas ao sentido de caminho, e não como um local do sertão onde brota a água, cercada de buritis e rodeada de animais. Hoje, um dos locais que ainda preservam esse cenário natural descrito pelo escritor é o Parque Nacional Grande Sertão: Veredas, no extremo norte de Minas. As veredas têm desaparecido ano após ano.

A música “Canoeiros” toca o tema ao fazer uma releitura do conto “Azo de Almirante”, do livro “Tutaméia”. O Nhambuzim também gravou “A Terceira Margem do Rio”, composta por Milton Nascimento e Caetano Veloso, cuja fonte de inspiração é o conto de mesmo nome, do livro “Primeiras Estórias”.

Há ainda outros contos que são cantados pelo grupo, como a música “Querência”, inspirada no conto “Seqüência”, também do “Primeiras Estórias”. Ou ainda “Arvorecer”, inspirada no conto “Os Cimos”, do mesmo livro. Essa faixa conta com a participação do acordeonista Gabriel Levy. O conto “Duelo”, de “Sagarana”, também ganhou versão musical e “A Hora e a Vez de Augusto Matraga” foi traduzido na música “Redenção”.

“Grande Sertão: Veredas” é inspiração para 7 das 17 músicas do disco. “Passagem para o Nada” lembra a travessia de Riobaldo Tatarana pelo Liso do Sussuarão, um deserto mítico descrito por Rosa que até hoje instiga pesquisadores acerca de sua real existência. Muitos acreditam que Rosa se inspirou nas regiões secas do sul da Bahia, outros dizem que o Liso é na verdade o deserto do Jalapão.

Já “Nonada de Mim” reflete sobre o amor entre Riobado e Diadorim; “Outras Rosas” fala das mulheres que cruzam o caminho do personagem, como Norinhá, Maria Mutema e Otacília.

Para finalizar, interpretam “Sagarana”, de João de Aquino e Paulo César Pinheiro, praticamente um hino ao cerrado, gravado por Clara Nunes em 1977. A música, que atravessou os tempos, serve de referência ao Nhambuzim, que a partir do ano que vem vai começar a imprimir sua marca musical em outros projetos sem relação direta com o universo de Guimarães Rosa ou mesmo com a literatura.

Já pensando em novos vôos, Xavier Bartaburu deixa claro que o Nhambuzim não é um grupo que só faz músicas sobre a obra de Guimarães Rosa, embora tenha dedicado seu primeiro trabalho a ele. “A leitura de sua obra foi na verdade a chave para o grupo descobrir o que realmente quer fazer, que é manter sempre os pés na cidade e as vistas no sertão, tal como fez o escritor.”

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Nhambuzim

 

Apresenta o show:

 

Rosário: canções inspiradas no sertão de Guimarães Rosa

 

4 e 11 de dezembro, às 21h

Galharufa (ex-Opera Buffa)

Praça Roosevelt, 82

Couvert artístico: R$ 5

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Dia 13/11, quinta-feira, às 13h: Nhambuzim participa, ao vivo, do programa VISITA VIP, apresentado por Miriam Ramos.

RÁDIO USP FM: 93,7 MHz

Ouça em tempo real aqui.

logo-fnac1Evento promovido pela Fnac Pinheiros, acontece no Fórum de Eventos Pinheiros, localizado à PRAÇA DOS OMAGUÁS, 34  -  PINHEIROS -  SÃO PAULO - Telefone (011) 3579-2000, entrada franca.

logo-bem-paranaPasseando por sonoridades diferentes do pop

Da redação

(…)
Rosário — É o disco de estréia do Nhambuzim, que debuta ousando transformar em  música, a inspiração que recebeu da obra do escritor mineiro João Guimarães Rosa. Interessante, também. As 17 faixas são lançamento da Paulus, e quer também lembrar os 100 anos de nascimento do mineiro. Para construir o repertório, o grupo incluiu composições próprias,  junto de cantigas tradicionais do norte mineiro, além de algumas releituras de clássicos como “A Terceira Margem do Rio”, de Caetano e Milton, e “Sagarana”, parceria de João de Aquino e Paulo César Pinheiro conhecida na voz de Clara Nunes.
O disco tem participação do cantor Renato Braz, do violeiro  Paulo Freire e do acordeonista Gabriel Levy, com direção artística de Tom Viana. É um álbum bem mais cerebral, conceitual que nasceu bem produzido, tem nuances vocais, sotaques e arranjos apurados que criam um conjunto interessante e cheio de detalhes.  Quem conhece a obra do autor, é provável, sentir-se-à ainda mais integrado a este universo. Uma estréia legal.

(…)

CANTANDO ROSA

Os textos de Guimarães Rosa, com seus fluxos e refluxos de palavras e neologismos recriando os sons perdidos do sertão mineiro, têm sonoridade própria, quase alçam vôo como notas musicais. Foi por essa vereda que se embrenhou o grupo Nhambuzim, no espetáculo Rosário, feito em comemoração ao centenário de Guimarães Rosa e que agora chega em disco. Com letras baseadas em passagens de Grande Sertão: Veredas, Sagarana e outras obras do autor e uma sonoridade tradicional, marcada pela paisagem do norte de Minas, Rosário se ouve como livro e se lê como música, desfazendo a fronteira entre os gêneros. A maioria das canções foi composta pelo próprio grupo, com exceção de “A Terceira Margem do Rio”, parceria dos músicos Caetano Veloso e Milton Nascimento.

Universo de Rosa em disco conceitual

 

Bem longe do sertão, um grupo de São Paulo, “onde se ouve mais pio de buzina que de nhambu”, teve uma idéia difícil e original: fazer canções inspiradas no sertão de Guimarães Rosa. Com sucesso, a banda Nhambuzim (o nome faz referência ao pássaro cantador do sertão) conseguiu imprimir em música o atavismo peculiar da obra do escritor mineiro. Sinuoso e bem tocado, Rosário, o CD, é conceitual demais para ser escutado sem compromisso. Requer conhecimento de causa: escutar o álbum sem conhecer o universo rosiano pode causar estranhamento. Mas vale o esforço. E, para quem já explorou as veredas do escritor, agora há uma rota alternativa: a das paisagens musicais. 

    Evento organizado pela Hispania Línguas Latinas – Editora Ltda. e Rotary Club Jardim das Bandeiras realizado em prol dos projetos ‘Garçom Cidadão’, ‘Casas São José’ e ‘Ecoescola‘. O evento ocorreu no Esporte Clube Pinheiros, Auditório CCR, Rua Tucumã, 142, Jardim Europa 

O programa Prosa e Descompasso convidou Xavier Bartaburu para falar do grupo Nhambuzim. Edson Penha também participa.

Letra e Música: NHAMBUZIM – Guimarães Rosa

O professor Pasquale Cipro Neto comenta no Letra e Música a obra Rosário, um espetáculo que gerou um CD lançado em junho de 2008 pelo selo Paulus, em comemoração aos 100 anos de nascimento do escritor Guimarães Rosa

Terça-feira , 30/9/2008 às 13:00. Reapresentação: Sábado,4/10/2008 às 18:00.

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